Destaques Empresariais

Governo Perde Controle das Contas – e as Empresas?

Posted on: 22/12/2014

Júlio César Zanluca – contabilista e autor de obras de gestão empresarial

O Governo Federal perdeu o controle das contas públicas, e 2014 será marcado como um ano em que, além de não cumprir a meta fiscal traçada, houve a “explosão” de escândalos envolvendo cifras bilionárias (como o Petrolão), mostrando a inaptidão da equipe executiva máxima de nosso país com a administração das finanças a seu cargo.

Para consertar isso, os governistas acenam com promessas de cortes de despesas, investimentos e aumento de tributos (pelo menos esta última promessa temos certeza que se cumprirá).

E as empresas? Além de queda de vendas, enfrentam forte inflação, taxa de juros altas, dólar disparando… Nada bom para início de 2015. Já que lamentar o descalabro do governo não resolve nada, o jeito é partir para a ação.

Primeiro, arrumar a casa. Analisar o orçamento de 2015 e verificar o que cabe e o que não cabe com vendas mais fracas. Mas não dá para fazer isto sem adequada análise dos números empresariais, especialmente os da contabilidade.

Quanto a tributos, os vários aumentos já anunciados (como IPTU nas grandes capitais e o IPVA no Paraná, além do ICMS em vários estados) exigem a formação de novas estratégias, recuperação de tributos, planejamento tributário intensivo e análise dos impactos nos preços – muito provavelmente, será inevitável transferir aos preços os respectivos aumentos.

Recomenda-se que os administradores antecipem renegociações de dívidas bancárias, tentando alongar os prazos de pagamento e reduzir juros – tarefa que não vai ser fácil – mas que tal tentar fazer uma pesquisa e trocar de banco? Para ter uma ideia dos custos de financiamentos, o site do Banco Central do Brasil disponibiliza taxas médias praticadas, por instituição. As diferenças são gritantes: por exemplo – na antecipação de recebíveis de cartões de crédito, há taxas que variam de 1,31% a 6,23% ao mês (pesquisa realizada na data deste artigo, 22.12.2014, site bcb.gov.br).

Outra ideia é distribuir dividendos e lucros em montante mínimo obrigatório, justificando a necessidade de capitalização ante as dificuldades que serão óbvias aos empreendimentos ao longo de todo ano de 2015.

Enfim, não há uma única frente a ser trabalhada, todas as áreas de gestão precisarão de um “pente fino” para adequação à “bagunça econômica” provocada pelo (des) governo federal e os demais entes públicos, como municípios e Estados.

Sugiro, ainda, a leitura de obras de gestão, voltadas especificamente para crises e administração financeira e de negócios:

Utilize a Contabilidade como Ferramenta de Gestão Empresarial! Fluxo de Caixa, custos, ponto de equilíbrio, orçamento e outros temas de gerenciamento das empresas. Exemplos de como utilizar a contabilidade para administração de negócios! Clique aqui para mais informações. Uma coletânea de aspectos relevantes de controle empresarial. Além de uma linguagem acessível, é uma obra atualizável. Contém abordagens sobre controles internos imprescindíveis a qualquer empresa. Anos de prática de controladoria reunidas em um só lugar! Clique aqui para mais informações. Fluxo de Caixa, Contas a Pagar, Contas a Receber, Estoques. Com linguagem acessível, a obra apresenta com clareza a prática financeira empresarial. As explicações vem acompanhadas por exemplos de fácil entendimento. Clique aqui para mais informações.

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